Este site foi criado em 2008 pela Colibri&Associados e KBRTec com o objetivo de recuperar, digitalizar e compartilhar o acervo do Prêmio Vladimir Herzog desde a sua origem, em 1978. A iniciativa contou com o apoio financeiro e logístico do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo no âmbito das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Petrobrás e o Prêmio Vladimir Herzog

A ditadura militar, que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985, é um período que não pode ser apagado da nossa história. Nesse sentido, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos cumpre um papel importante em nossa sociedade ao reverenciar em seu nome a memória do jornalista que foi preso, torturado e morto nas dependências do DOI-Codi, além de reconhecer profissionais que colaboram atualmente com a promoção da democracia, cidadania e dos direitos humanos e sociais.

Ao patrocinar projetos como este, a Petrobras reafirma seu compromisso com o Estado Democrático de Direito. Especificamente em relação aos esclarecimentos dos fatos da ditadura, a companhia deu sua contribuição ao entregar ao Arquivo Nacional, em 2013, o acervo de investigações políticas de sua antiga Divisão de Informações (DIVIN). O material consiste de 426 rolos de microfilmes, que guardam 131.277 fichas de controle resultantes de “investigação político-social” sobre seus empregados.

Com a disponibilidade do acervo no Arquivo Nacional, os cidadãos brasileiros ganham mais uma ferramenta para conhecer esse capítulo do nosso passado recente. A Petrobras, por sua vez, garante a transparência, conforme a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), e efetiva o direito à memória e à verdade, objetivo da Lei 12.528/2011, que criou a Comissão Nacional da Verdade.

Política de Responsabilidade Social

A política de Responsabilidade Social da Petrobras define como um dos compromissos da companhia o respeito e apoio aos direitos humanos reconhecidos internacionalmente, pautando suas ações a partir da promoção dos princípios do trabalho decente e da não discriminação. Alinhada às estratégias da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Petrobras atua no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, na erradicação do trabalho infantil e em condições análogas às de escravo e na promoção de equidade de gênero e raça.

Home - Troféu Especial de Imprensa


Em 2008, comemorou-se o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 30 anos do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Para marcar a data, o Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil – Unic-Rio, dirigido por Giancarlo Summa, criou uma premiação especial: o Troféu Especial de Imprensa ONU.

Para recebê-lo, foram escolhidos os cinco jornalistas brasileiros que mais se destacaram na cobertura dos direitos humanos no Brasil: Caco Barcelos, José Hamilton Ribeiro, Zuenir Ventura, Ricardo Kotscho e Henfil. Os eleitores foram os cerca de 800 ganhadores das 29 edições do Prêmio Vladimir Herzog. A entrega dos troféus ocorreu no dia 27 de outubro de 2008, na mesma festa - no Teatro da PUC-SP, que contou com concerto do Coral Martin Luther King, regido pelo maestro Martinho Lutero - em que foram premiados os vencedores do 30º Prêmio Vladimir Herzog. A estatueta “Vlado Vitorioso” foi criada pelo artista plástico Elifas Andreatto, também responsável pelo troféu do Prêmio Vladimir Herzog.

A iniciativa contou com o apoio de mais de uma dezena de instituições e personalidades como a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR); o Instituto Moreira Salles (IMS); a Fundação Padre Anchieta (FPA); a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; a Comissão organizadora do Prêmio Vladimir Herzog (integrada pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas, a Ouvidoria das Polícias de São Paulo, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, o Fórum dos ex-Presos e Perseguidos Políticos e a Família Herzog); do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP); da Comunidade Coral Luther King (CCLK); da Maxpress, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ) e do Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes

Ainda como parte das comemorações do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 30 anos do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, a Unic-Rio deu o seu apoio à criação desta página na Internet, onde estão disponíveis, pela primeira vez, todas as matérias – textos de jornais e revistas, fotografias, reportagens de rádio e televisão - premiadas desde 1978.
 
Conheça os premiados
Caco Barcellos

Caco Barcellos nasceu na periferia de Porto Alegre, em 5 de março de 1950. Começou no jornalismo como repórter do jornal Folha da Manhã, do grupo gaúcho Caldas Júnior. Foi um dos criadores da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre e da antiga revista Versus, que apresentava grandes reportagens sobre a América Latina. A partir de 2001 passou a atuar como correspondente internacional, em Londres, para a Rede Globo. O autor dos livros “Rota 66, a história da polícia que mata” e “Abusado, o dono do morro Dona Marta” é referência no jornalismo investigativo, com grandes reportagens sobre injustiça social e violência. Caco Barcellos ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1982, 1983, 1984, 1996, 2001 e 2003.
Henfil

Henrique de Souza Filho, o Henfil, nasceu em 5 de fevereiro de 1944, em Ribeirão das Neves , Minas Gerais. O cartunista, jornalista, e escritor começou a trabalhar fazendo caricatura política para o Diário de Minas. Durante sua carreira, colaborou com as revistas Visão, Realidade, Placar e o Cruzeiro. Em 1969, se fixou no semanário Pasquim e no Jornal do Brasil. O pai da “graúna” e dos “fradinhos” ficou conhecido pelo desenho humorístico político e sua crítica afiada, com personagens tipicamente brasileiros. Henfil morreu no Rio de Janeiro, em 4 de janeiro de 1988, com 43 anos. Ele ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1981 e, por duas vezes (para trabalhos veiculados na IstoÉ e na Rede Globo), em 1982.
José Hamilton Ribeiro

José Hamilton Ribeiro nasceu na cidade de Santa Rosa do Viterbo, nordeste do Estado de São Paulo, em agosto de 1932. No jornalismo teve as primeiras experiências durante o grêmio estudantil, quando dirigiu o jornal da escola. Aos vinte anos, entrou na Faculdade de Jornalismo da Cásper Líbero. Foi repórter da Folha de São Paulo e redator-chefe das revistas Quatro Rodas e Realidade. Fez a cobertura da guerra do Vietnã, em 1968, quando perdeu uma perna na explosão de uma mina. Trabalhou ainda no Globo Repórter, Fantástico e Globo Rural, onde há vinte anos exerce as funções de repórter e editor. José Hamilton Ribeiro ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1983 (duas vezes), 1984 e 1987.
Ricardo Kotscho

Ricardo Kotscho nasceu em São Paulo, no ano de 1948. Com 15 anos iniciou sua carreira no jornal Verbômidas, do Colégio Santa Cruz, onde estudava. Foi contratado como repórter do Estado de S. Paulo e três anos depois, já era editor do jornal. Trabalhou em quase todos os grandes veículos de mídia do país: Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, IstoÉ, entre muitos outros. Kotscho é autor de mais de uma dezena de livros e de centenas de reportagens sobre problemas sociais no país. De 2003 ao final de 2004 foi secretário de comunicação do presidente Lula, de quem fora assessor de imprensa nas campanhas eleitorais de 1989, 1994 e 2002. Ricardo Kotscho ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1981 e 1983.
Zuenir Ventura

Nascido na cidade mineira de Além Paraíba, em 1931, Zuenir Ventura teve seu primeiro emprego ajudando o pai a pintar casas. Em 1954 se mudou para o Rio de Janeiro e se formou em letras pela UFRJ. Em 1959, ganha bolsa de estudos do governo francês e vai estudar no Centro de Formação de Jornalistas, em Paris. Na mesma época trabalha como correspondente da revista Tribuna. Foi editor do Caderno B e criador do suplemento Idéias, ambos no Jornal do Brasil. Ventura é autor dos best-sellers “1968, O Ano que não Terminou” e “Cidade Partida”, entre outros. Zuenir Ventura ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1989, com a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, publicada no Jornal do Brasil.

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